A conta mais antiga do Grupo QTMOV e Dutotec começou em 2019. Sete anos depois, ela seguia na mesma operação. E tinha trazido consigo duas frentes de negócio que nem existiam quando o contrato foi assinado. Tráfego pago de longo prazo é isso: não é um contrato que se renova todo ano. É uma conta que sobrevive ao próprio negócio mudando de forma.

O case do Grupo QTMOV e Dutotec mostra o resultado. Três negócios sob uma operação só, mais de R$ 264 mil em mídia gerenciada, 607 mil cliques e mais de 10 mil leads e vendas confirmados por pessoa. Este texto, no entanto, é sobre outra coisa. É sobre o que faz uma conta durar sete anos. E sobre o que um comprador de venda consultiva deveria exigir de uma agência por causa disso.


O que o case mostra, e o que ele não mostra

O grupo reúne três negócios com a mesma origem e compradores que não se parecem em nada. A Dutotec fabrica canaletas e sistemas de infraestrutura elétrica. Quem decide a compra dela é o projetista que especifica o material na planta, muito antes de alguém comprar. A QTMOV faz torres de tomada e carregadores por indução para mobiliário corporativo. É uma venda B2B, com catálogo e ciclo de negociação. A QTmov Prime, por sua vez, é loja online: carrinho, checkout e compra fechada na hora.

Cada frente entrou na mesma operação quando nasceu. Somando as três, ao longo dos anos, foram mais de R$ 264 mil em investimento gerenciado e 607 mil cliques levados aos sites. Além disso, mais de 10 mil leads e vendas confirmados uma vez por pessoa. Os números foram puxados da API do Google Ads em agosto de 2026. A operação da witu no grupo foi de 2019 até 2026.

A página do case conta o resultado e resume o método em poucas linhas. O que ela não faz é tirar as lições disso. Por isso, o que vem abaixo são cinco lições, todas extraídas do que está publicado ali. Nada aqui vai além do que o case publica.


Lição 1 — A régua é do negócio, não da agência

O caminho natural seria tratar as três frentes como “o grupo” e replicar a mesma estrutura de campanha. Seria também o mais caro. Em vez disso, a operação foi montada por lógica de compra, não por marca.

Na Dutotec, a conversão de verdade foi o download de biblioteca para Revit, SketchUp e QI Builder. É ali que o projetista entra em contato com o produto. Foram 3.551 ações de contato e download registradas por pessoa, não por clique repetido. Na QTMOV, o destino foi catálogo e contato direto, com 5.990 leads nas ações que contam uma vez por pessoa. Na Prime, a régua virou a venda: 860 ações de compra e contato confirmadas, com o GA4 conectado à conta de anúncios.

Três réguas de sucesso diferentes, e nenhuma emprestada da outra. É a mesma lógica de ligar a conta de mídia ao CRM: a plataforma só otimiza para o que consegue ver. Por isso, a primeira decisão de uma conta longa é definir o que ela precisa enxergar em cada frente. Essa definição vem antes do primeiro anúncio, e não depois do primeiro relatório ruim.

Uma conta que mede formulário quando o negócio vende por especificação técnica mede a coisa errada desde o primeiro mês. Ela pode até durar, mas dura no escuro.


Lição 2 — Quando o negócio muda, a operação muda junto

Sete anos é tempo suficiente para o cliente virar outro cliente. No caso do grupo, isso aconteceu de forma literal. A conta começou com a Dutotec, e as outras duas frentes nasceram depois, cada uma com um comprador diferente.

A cada frente nova, a pergunta não foi “como encaixar isso no que já roda”. Foi “como esse comprador decide”. A loja online, por exemplo, não herdou a régua de lead das irmãs. Passou a ser medida por compra e finalização de pedido, porque é assim que ela ganha dinheiro.

Essa é a parte que o mercado costuma chamar de renegociar a meta. Na prática, é mais simples e mais duro do que isso. A meta de uma conta não é um número fixo no contrato. É uma consequência de como o negócio ganha dinheiro naquele momento. Quando o negócio muda, a meta muda junto, e o que se mantém é o jeito de medir.

O que se repetiu de uma frente para outra, portanto, não foi a campanha. Foi o método: medir até o ponto em que cada negócio ganha dinheiro, e ajustar em ciclo. É um método que cabe numa frase. Tráfego pago de longo prazo depende dele, porque exige refazer a régua toda vez que o negócio muda, e quase nenhuma conta sustenta isso por sete anos.


Lição 3 — O número publicado é menor que o do painel

Esta é a lição menos confortável do case. Também é a que mais diz sobre o tipo de relação que sustenta sete anos.

Parte das ações de conversão dessas contas estava configurada para contar toda ocorrência, e não uma por pessoa. Ou seja, o mesmo visitante clicando três vezes no botão do WhatsApp virava três conversões no painel. O Google Ads permite escolher entre contar todas as conversões ou apenas uma por interação. Essa escolha muda o tamanho do número que aparece no relatório.

O case só publica o que sai das ações que contam uma vez por pessoa. Mesmo que o número do painel fosse muito maior. É uma decisão que custa, porque o número fica menor do que poderia ser. Contudo, é a única forma de o “mais de 10 mil” significar alguma coisa para quem lê.

Uma agência que se propõe a durar precisa mostrar o número como ele é, mesmo quando é menor. Não só no case: no relatório mensal que responde “e daí?”, no mês que caiu, no canal que não performou. Relatório que só sobe não sustenta sete anos. Sustenta até o primeiro trimestre ruim.


Lição 4 — Remarketing como motor, não como sobra de verba

O melhor número técnico da operação inteira veio de onde o mercado costuma colocar o resto do orçamento.

Na QTMOV, a campanha de remarketing em Google Display fechou uma janela de doze meses com 28,15% de taxa de conversão. O custo foi de R$ 0,99 por conversão, com o clique custando R$ 0,28. Para não deixar dúvida: R$ 0,99 é o custo de cada conversão, não o custo do clique. Foi o menor custo por conversão e a maior taxa de conversão da conta inteira.

A anatomia desse remarketing está publicada em detalhe. São quatro princípios: audiência por intenção, criativo por objeção, frequência controlada e exclusão ativa. Nenhum deles é segredo. O que é raro, de fato, é aplicar os quatro ao mesmo tempo, e com consistência, numa campanha que a maioria liga e esquece.

Num ciclo de venda longo, o remarketing é o que traz de volta quem já demonstrou interesse e ainda não decidiu. Em conta de sete anos, ele deixa de ser a campanha que sobra. Vira a que carrega o ciclo, e o número mais barato do relatório passa a sair justamente dela.


Lição 5 — O que uma conta de sete anos se recusa a fazer

Tráfego pago de longo prazo é feito de decisões tomadas, mas também de atalhos recusados. Três aparecem no case, ainda que ninguém os chame assim.

Ela se recusa a replicar a mesma estrutura em três negócios que decidem de jeitos diferentes. Mesmo sendo o caminho mais rápido. Ela se recusa a publicar o número do painel quando a contagem está inflada. Mesmo o número maior sendo mais bonito. E ela se recusa a tratar o remarketing como sobra. Mesmo sendo a campanha que quase todo mundo deixa no automático.

Nenhuma dessas recusas aparece no relatório de um mês. Todas aparecem em sete anos.


O que isso diz sobre a relação que você deveria exigir

Existe uma frase no case que resume o que sustenta uma conta por tanto tempo. Confiança não se declara em depoimento: aparece quando o cliente traz o negócio seguinte. O grupo abriu frentes novas ao longo dos anos e colocou cada uma na mesma operação.

Isso contrasta com o que costuma acontecer no mercado, onde trocar de agência vira rotina. Em geral, não é porque a agência anterior errou de forma grosseira. É porque a relação nunca teve uma régua combinada. Assim, cada relatório virou uma discussão sobre o que significava resultado.

Para quem vende por lead qualificado, com alguém conversando antes do fechamento, a régua é o contrato. Por isso, o guia de como escolher uma agência de tráfego pago insiste em perguntas de medição antes de perguntas de preço. E o texto sobre o que separa uma agência de performance transforma isso em sinais verificáveis. Depois de sete anos numa conta, essas perguntas se resumem a três:

  • Qual é a régua de cada frente do meu negócio, e quem a definiu? Se a resposta for “formulário” para tudo, a conta vai durar no escuro.
  • O número do relatório é o do painel ou o que conta uma vez por pessoa? A diferença pode ser grande, e quem opera bem sabe dizer qual é.
  • O que vocês fizeram com o remarketing? Se a resposta for “roda no automático”, a campanha mais eficiente da conta está sendo tratada como sobra.

Uma agência que responde às três sem desconforto tem condição de durar. Em contrapartida, uma que trava em duas está vendendo compra de mídia com dashboard.


Como a witu opera

A witu é uma operação de tráfego pago e tráfego orgânico que lê o funil até o CRM. Google Partner desde 2015 e Premier Partner desde 2024, no top 3%. São mais de R$ 21 milhões em mídia gerenciada e mais de 146 mil oportunidades comerciais em 13 anos, somando toda a carteira.

O recorte é como a empresa vende, e não o setor. Indústria que vende por especificação técnica, como a Dutotec, ou por catálogo e negociação, como a QTMOV, é um dos perfis mais frequentes na casa. É o perfil que aparece na página de gestão de tráfego para indústrias.

O método que sustentou sete anos começa antes do primeiro anúncio. Todo cliente novo passa por um diagnóstico de entrada, em 3 a 5 dias úteis e sem custo separado. É ele que define a régua de cada frente antes de qualquer proposta. Depois disso, a leitura vai até o CRM. E o relatório mostra o mês que caiu junto com o que subiu, porque é ele que decide onde a verba vai no mês seguinte. É assim que a agência de tráfego pago da witu trabalha. Os outros cases, com nome, número e período, estão na página de cases.


Fontes e Referências


Perguntas frequentes sobre tráfego pago de longo prazo

Por que uma conta de tráfego pago dura sete anos?

Porque a régua foi combinada cedo e medida do mesmo jeito o tempo todo. No case do Grupo QTMOV e Dutotec, cada frente teve a própria definição de resultado, do download de biblioteca à compra na loja. O relatório publicou o número que conta uma vez por pessoa. Além disso, o grupo trouxe frentes novas para a mesma operação. Essa é a forma mais concreta de confiança que existe.

O que muda quando o cliente abre uma frente nova de negócio?

Muda a régua, não o método. A pergunta certa é como o novo comprador decide, e não como encaixar a frente no que já roda. No case, a loja online não herdou a meta de lead das irmãs. Passou a ser medida por compra e finalização de pedido. Por isso, a meta de uma conta longa é consequência de como o negócio ganha dinheiro naquele momento. Ela muda quando o negócio muda.

Por que os números publicados no case são menores que os do painel do Google Ads?

Porque parte das ações de conversão estava configurada para contar toda ocorrência. O mesmo visitante clicando três vezes no WhatsApp virava três conversões. O Google Ads permite escolher entre contar todas as conversões ou apenas uma por interação. O case publica só o que sai das ações que contam uma vez por pessoa, ainda que o número do painel fosse maior. Afinal, é o único jeito de o número significar alguma coisa.

R$ 0,99 por conversão no remarketing é o custo do clique?

Não. R$ 0,99 é o custo por conversão da campanha de remarketing em Google Display da QTMOV. A janela foi de doze meses, com 28,15% de taxa de conversão. O clique, nessa mesma janela, custou R$ 0,28. De fato, foi o menor custo por conversão e a maior taxa de conversão da conta inteira. A anatomia de como isso foi construído está publicada em outra peça da witu.

Tráfego pago de longo prazo funciona para indústria que vende por especificação técnica?

Funciona quando a conversão medida é a que o projetista faz, e não a que o consumidor faria. Na Dutotec, o download de biblioteca para Revit, SketchUp e QI Builder foi tratado como conversão de verdade. É ali que quem especifica entra em contato com o produto. Dessa forma, a campanha fala com quem projeta. E a régua acompanha o ciclo real de compra, que começa muito antes do pedido.

O que perguntar a uma agência para saber se a relação vai durar?

Três perguntas resolvem a maior parte. Primeiro, qual é a régua de cada frente do negócio e quem a definiu. Depois, se o número do relatório é o do painel ou o que conta uma vez por pessoa. Por fim, o que a agência fez com o remarketing. Quem responde às três sem desconforto opera com leitura de funil. Quem trava em duas está vendendo compra de mídia com dashboard.


Sete anos não são prova de que uma agência é boa. São prova de que a régua foi combinada cedo, medida sempre e mostrada inteira, inclusive quando o número não ajudava.

Quer saber qual é a régua de cada frente do seu negócio antes de assinar qualquer contrato? Peça o diagnóstico de entrada da witu. Ele mostra o que está sendo medido e o que está sendo contado duas vezes. Sai em 3 a 5 dias úteis, sem custo separado.

Vinicius Wronski

Vinicius Wronski é especialista em tráfego pago B2B com 13 anos de experiência. Fundador da witu.digital, já gerenciou mais de R$ 21 milhões em mídia paga e atendeu mais de 550 clientes. Certificado Google Ads e LinkedIn Ads.