Duas propostas chegam na mesma semana, e uma cobra bem mais que a outra pela gestão. A comparação parece resolvida antes da reunião. Acontece que quanto custa uma agência de tráfego pago não cabe no número da proposta. O fee é só uma das quatro linhas do custo, e muitas vezes não é a maior. A verba de mídia, a estrutura em volta e, sobretudo, o dinheiro gasto em conversão mal medida pesam mais na conta do fim do trimestre.

Este texto responde a pergunta de outro jeito. Primeiro, quais são os componentes do custo. Depois, como cada modelo de cobrança muda o comportamento da agência de tráfego pago. Por fim, como calcular o teto que a sua operação aguenta e quais perguntas fazem duas propostas ficarem comparáveis.


Por que este texto não traz tabela de preço?

Porque o mercado está mudando rápido demais, e tabela publicada envelhece antes de ser lida. Além disso, o número certo depende da operação: quantos canais, quantas campanhas, que tipo de venda e quanto trabalho existe entre o clique e o contrato. Uma faixa genérica, portanto, mais atrapalha do que ajuda. Ela vira âncora, e a âncora errada leva a escolher pelo preço o que deveria ser escolhido pelo escopo.

Por isso, a peça troca a tabela por um método. Com ele, você chega ao seu próprio número e consegue ler qualquer proposta que aparecer, a nossa inclusive.


Quanto custa uma agência de tráfego pago: os quatro custos da mesma conta

O custo de terceirizar o tráfego tem quatro partes. Só a primeira aparece com o nome da agência no boleto.

1. O fee da agência

É o que você paga pela gestão: planejamento, operação das campanhas, análise e relatório. No entanto, o fee em si diz pouco. O que importa é o que ele cobre. Por exemplo, criação de anúncio, landing page, configuração de conversão e reunião com o comercial podem estar dentro ou fora. Ou seja, duas propostas com o mesmo fee podem entregar trabalhos completamente diferentes.

2. A verba de mídia

É o dinheiro que vai para o Google, a Meta ou o LinkedIn. Na witu, a sua empresa paga essa verba direto às plataformas, e ela não passa pela agência. Em outras propostas, vale perguntar por onde ela passa. Além disso, vale saber como a plataforma gasta. No Google Ads, o orçamento diário é uma média: na maioria das campanhas, num dia, o gasto pode chegar a 2 vezes o orçamento diário médio, e o teto do mês fica em 30,4 vezes esse valor. Ou seja, o controle real é mensal.

O quanto essa verba compra depende de clique, concorrência e leilão. Esse lado está no texto sobre quanto custa o Google Ads, que trata só da mídia.

3. Ferramentas e estrutura

Aqui entram o CRM, a automação de marketing, a landing page e a hospedagem. Além disso, entra a hora de quem cuida disso dentro da sua empresa. Muitas propostas tratam essa parte como “do cliente”. No entanto, sem ela a mídia não converte, e o custo aparece de qualquer jeito. A diferença é se aparece antes, na proposta, ou depois, como surpresa.

4. O custo da conversão mal medida

É a linha que ninguém coloca na proposta e a que mais pesa. Se a campanha otimiza para formulário, o algoritmo compra formulário barato, e não cliente. O padrão que encontramos em contas auditadas é o custo por lead real ficar entre 2 e 5 vezes o custo por formulário. Real, no caso, é o lead que o comercial confirmou. Consequentemente, uma agência barata que mede errado pode sair mais cara do que uma cara que mede certo. Afinal, a verba inteira passa a ser gasta na direção errada.

Componente Quem recebe O que perguntar
Fee da agência A agência O que está incluso e o que é cobrado à parte?
Verba de mídia A plataforma de anúncios A verba é paga por quem, e quem decide quando subir ou cortar?
Ferramentas e estrutura Fornecedores e o seu time Quem configura CRM, página e tracking, e quanto tempo isso toma do seu time?
Conversão mal medida Ninguém, é desperdício A campanha otimiza para formulário ou para uma etapa do CRM?

Em resumo, o preço da proposta é a linha mais visível e quase nunca a mais cara.


Os modelos de cobrança e o que cada um incentiva

O modelo de cobrança não é detalhe de contrato. Ele define o que a agência ganha quando toma cada decisão. Portanto, vale ler o modelo antes do valor.

Modelo Como funciona O que incentiva Quando faz sentido
Fee fixo Valor mensal pelo escopo combinado Recomendar a verba certa, sem ganhar com ela Operação com escopo claro e verba que varia
Percentual da verba A agência recebe uma fração do que você investe em mídia Recomendar mais verba Quando o trabalho cresce de fato junto com a verba
Híbrido Um piso fixo mais uma parte variável Herda um pouco de cada lado Contas que oscilam muito ao longo do ano
Por resultado A agência recebe por lead, venda ou meta batida Prometer e escolher a métrica que controla Quando a agência controla o funil inteiro

Em resumo, cada modelo tem um incentivo embutido, e a pergunta é se ele joga a favor ou contra você.

Percentual da verba: o conflito na recomendação

Quando a agência recebe uma parte da verba, toda recomendação de corte reduz a receita dela. Isso não faz de ninguém desonesto. Mesmo assim, coloca a agência numa posição desconfortável justo na decisão mais importante do mês: onde a mídia deixou de render. De fato, a pergunta “devemos investir mais?” fica difícil de responder com isenção.

Por outro lado, o modelo tem lógica quando o trabalho cresce de verdade com a verba. Por exemplo, uma operação que dobra a mídia e passa a rodar muito mais campanhas, catálogos e criativos exige mais horas. Nesse caso, o percentual acompanha o esforço.

Por resultado: quem controla o funil?

Em venda consultiva, o contrato depende do comercial do cliente, do preço, do prazo de entrega e da proposta. A agência não controla nada disso. Por isso, “cobrar por resultado” esbarra numa pergunta sem resposta boa: qual resultado? Se for lead, a agência é paga por formulário, e o incentivo é encher o CRM. Se for venda, a remuneração depende de um time que ela não gerencia. Além disso, o modelo convida à promessa, e o texto sobre por que não existe resultado garantido em tráfego pago mostra o que costuma vir atrás dela.

Ainda assim, há casos em que funciona. Por exemplo, numa loja virtual a venda acontece inteira no digital e é medida na própria plataforma. Nesse caso, o resultado é claro, e a agência influencia boa parte do caminho.


Por que a witu cobra fee fixo

A witu cobra fee fixo pelo escopo combinado. O motivo é simples: a nossa remuneração não muda quando a gente recomenda cortar verba. Assim, a recomendação de mídia fica livre do nosso interesse. Se uma campanha deixou de render, a conversa é sobre tirar dinheiro dela, sem conta de quanto isso custa pra agência.

O fee fixo também tem o seu risco, e é honesto dizer. Ele pode acomodar a agência, porque o valor entra igual no mês bom e no mês ruim. O que equilibra isso é o que fica por escrito: o escopo documentado linha a linha e um relatório que responde “e daí?”, com causa e recomendação, e não só o número do mês. O modelo de relatório de tráfego pago mostra o formato.

Por fim, todo cliente novo passa por um diagnóstico de entrada, em 3 a 5 dias úteis, sem custo separado. Nele, a gente confere o que está sendo medido como conversão, onde a verba está indo e se o funil até o CRM aguenta mais mídia. Só depois disso faz sentido falar de verba.


Como calcular o teto que a sua operação aguenta

O teto não vem do mercado. Vem do seu ticket, da sua margem e da sua taxa de fechamento. A conta tem cinco passos, e nenhum depende de tabela de preço.

  1. Margem por venda. Ticket médio vezes a margem de contribuição. Se a receita é recorrente, use a margem do LTV, e não só a da primeira fatura.
  2. Custo por venda aceitável. É a parte dessa margem que a diretoria aceita gastar para conquistar um cliente. Essa é uma decisão de negócio, e não da agência.
  3. Custo por oportunidade aceitável. Custo por venda aceitável vezes a taxa de fechamento das oportunidades. Por exemplo, se uma em cada quatro oportunidades fecha, cada oportunidade pode custar um quarto do custo por venda.
  4. Custo por lead aceitável. Custo por oportunidade aceitável vezes a taxa de lead que vira oportunidade.
  5. Teto do mês. Número de vendas que o comercial consegue atender vezes o custo por venda aceitável. Desse teto saem fee, mídia e ferramentas, juntos.

O que o teto muda na comparação

O passo 5 é o que muda a conversa com qualquer agência. O fee deixa de ser comparado com o fee do concorrente. Em vez disso, ele passa a ser comparado com o teto da operação. Da mesma forma, o número do passo 3 ou 4 é o que vai para a estratégia de lance. No Google Ads, o CPA desejado é, nas palavras da própria Ajuda, “o valor médio que você gostaria de pagar por uma conversão”. Se ele não nasce dessa conta, nasce de chute.

Para a parte de mídia, a planilha de cálculo de orçamento no Google Ads ajuda a transformar meta de vendas em verba. Já o texto sobre como calcular o ROI do tráfego pago fecha a conta do outro lado, depois que o investimento roda.

Vale um aviso. As taxas dos passos 3 e 4 só existem se o CRM registra as etapas. Sem isso, a conta vira estimativa, e o primeiro trabalho é medir. O texto sobre por que o Google Ads e o CRM nunca batem mostra por onde começar.


As perguntas que deixam duas propostas comparáveis

Proposta de agência raramente vem no mesmo formato. Por isso, a comparação só fica justa quando as duas respondem às mesmas perguntas.

  1. O que está dentro do fee, linha a linha? Criação de anúncio, landing page, configuração de conversão e reuniões. O que fica fora tem custo, mesmo que não esteja na proposta.
  2. Como o valor muda se a verba mudar? Se o fee sobe junto com a mídia, você está num modelo de percentual, mesmo que o nome seja outro.
  3. A conta de anúncios fica no nome de quem? No Google Ads, quem tem acesso de administrador pode conceder acesso e alterar os níveis de acesso de outros usuários. Portanto, esse acesso precisa ser da sua empresa.
  4. O que a agência vai otimizar como conversão? Formulário ou uma etapa do CRM? A resposta diz em qual das quatro linhas do custo o seu dinheiro vai pesar.
  5. Quem opera a conta no dia a dia? O nome da pessoa, e não do time.
  6. Qual é o aviso prévio para sair? Prazo e condição de saída também são parte do custo.

Em resumo, essas perguntas tratam do preço. Já os sinais de alerta na escolha, como garantia de resultado e relatório de vaidade, estão no guia de como escolher uma agência de tráfego pago.


Como a witu entra nessa conta

A witu é uma agência de tráfego pago para empresas que vivem de lead qualificado, com leitura de funil até o CRM. Somos Google Partner desde 2015 e Premier Partner desde 2024, no top 3%. Em 13 anos, foram mais de 550 clientes atendidos, mais de R$ 21 milhões em mídia gerenciada e mais de 146 mil oportunidades comerciais geradas, somando toda a carteira. Os cases publicados mostram como isso aparece em contas reais.

“A witu tem sido uma parceira importante para o nosso crescimento. Desde o início, a equipe demonstrou um entendimento profundo do nosso negócio e do nosso mercado, o que fez toda a diferença nas estratégias aplicadas. Hoje estamos colhendo resultados consistentes.” — Péricles, D’Agostini (tubos de concreto)

O modelo é fee fixo, e a primeira entrega é o diagnóstico de entrada. Dessa forma, a proposta chega depois de a gente entender a operação, e não antes.


Fontes e Referências


Perguntas frequentes sobre quanto custa uma agência de tráfego pago

Quanto custa contratar uma agência de tráfego pago por mês?

Depende do escopo, e por isso uma tabela genérica engana. O custo mensal tem quatro partes: o fee da agência, a verba de mídia paga à plataforma, as ferramentas e a estrutura em volta e o desperdício da conversão mal medida. Portanto, a forma certa de chegar ao número é partir do seu teto. Ou seja, ticket, margem e taxa de fechamento dizem quanto a operação inteira pode custar por venda.

É melhor pagar fee fixo ou porcentagem da verba?

Depende do que você quer incentivar. O fee fixo deixa a recomendação de verba livre do interesse da agência. Já o percentual da verba faz a agência ganhar mais quando você investe mais, o que pesa justo na decisão de cortar. No entanto, o percentual tem lógica quando o trabalho cresce de fato com a verba. A witu trabalha com fee fixo pelo escopo combinado.

A verba de mídia está incluída no preço da agência?

Depende da agência, por isso vale perguntar. Na witu, não: a sua empresa paga a verba direto ao Google, à Meta ou ao LinkedIn, e o fee remunera só a gestão. Por isso, compare sempre as duas linhas separadas. Além disso, pergunte quem decide quando subir ou cortar a verba. No Google Ads, o orçamento diário é uma média, e o controle real é mensal.

Agência que cobra por resultado vale a pena?

Em venda consultiva, raramente. O contrato depende do comercial, do preço e da proposta, e a agência não controla nada disso. Assim, ou o “resultado” vira lead de formulário, que é fácil de inflar, ou depende de um time que a agência não gerencia. Por outro lado, quando a venda acontece inteira no digital e é medida na plataforma, o modelo pode funcionar.

Como saber quanto posso investir em tráfego pago?

Comece pela margem por venda e defina quanto dela a empresa aceita gastar para conquistar um cliente. Depois, use as taxas de fechamento do CRM para chegar ao custo por oportunidade e por lead. Por fim, multiplique o custo por venda pelo número de vendas que o comercial consegue atender. Esse é o teto do mês, e dele saem fee, mídia e ferramentas.

Por que a witu cobra fee fixo?

Porque a nossa remuneração não muda quando a gente recomenda cortar verba. Dessa forma, a recomendação de mídia fica livre do nosso interesse. O fee fixo também tem risco, já que o valor entra igual no mês bom e no ruim. Por isso, ele vem com escopo documentado linha a linha e relatório com causa e recomendação, e não só o número. Além disso, todo cliente novo passa por um diagnóstico de entrada, em 3 a 5 dias úteis, sem custo separado.


O preço de uma agência vai aparecer em toda proposta, e é a parte mais fácil de comparar. A parte difícil, e a que decide o custo de verdade, é o que ela vai medir e o que ganha com cada recomendação.

Quer saber quanto a sua operação aguenta antes de comparar propostas? Peça um diagnóstico da sua operação — a leitura do que está sendo medido como conversão e de onde a verba está indo sai antes de qualquer proposta, sem custo separado.

Vinicius Wronski

Vinicius Wronski é especialista em tráfego pago B2B com 13 anos de experiência. Fundador da witu.digital, já gerenciou mais de R$ 21 milhões em mídia paga e atendeu mais de 550 clientes. Certificado Google Ads e LinkedIn Ads.